Você conhece os diferentes sistemas de sprinklers?
- ENGEPREVI
- 4 de jan. de 2018
- 4 min de leitura
Existem vários tipos de sistemas de sprinklers que são usados no combate à incêndios. Para obter uma melhor compreensão dos diferentes tipos usados na indústria, examinaremos quais sistemas são usados para diferentes condições ambientais e como cada um desses sistemas opera.
Os seis diferentes tipos de Sistemas de Sprinklers
Os primeiros sistemas de sprinklers, introduzidos por volta de 1870 nas fábricas têxteis da Nova Inglaterra, eram compostos de tubos perfurados ligados a uma fonte de água, usualmente um barril cheio de água, e controlados com uma válvula manual, ou seja, alguém tinha que estar presente para abrir a válvula. Toda a área protegida pelo sistema recebia o impacto da água. Hoje os sistemas são automáticos, acionados pela temperatura, com tipo de sistema adequado para cada tipo de risco:
1. Wet Pipe Sprinkler Systems, ou sistema de sprinklers de tubulação molhada. É o tipo mais comum de sistemas de sprinklers. Eles consistem em tubulações pressurizadas com água e bicos de sprinklers fechados instalados em toda a área protegida. O calor de um incêndio faz com que o líquido no interior da ampola de vidro do sprinkler se expanda e cause o rompimento da ampola dando vazão à agua apenas neste sprinkler. À medida que o fogo se espalha, o calor irá acionar sprinklers adicionais no entorno das chamas.

2. Dry Pipe Sprinkler Systems, ou sistema de tubulação seca. São sistemas comumente usados em ambientes que são propensos a congelar. A água pressurizada fica retida antes da válvula seca (Dry Valve) e a tubulação instalada na área protegida, à jusante da válvula, é seca e cheia de ar comprimido. Quando a ampola de um bico de sprinkler se rompe, o ar é liberado e a pressão na rede cai até um ponto que ativa a válvula seca, liberando a água e inundando a tubulação do sistema. Como no sistema de tubulação molhada, a água só sairá no bico de sprinkler atuado. Também da mesma forma, à medida que o fogo se espalha, o calor irá atuar mais sprinklers no entorno dos pontos de calor.

3. Preaction Sprinkler Systems, ou sistemas de pré-ação. São sistemas conjugados com algum tipo de detecção e comumente usados em áreas sensíveis à ação da água e que requeiram uma proteção a mais antes que seu fluxo atinja o ambiente. A água pressurizada fica retida antes da válvula de pré-ação e a tubulação após a válvula, na área a ser protegida, fica pressurizada com ar. O sistema pode funcionar de três formas distintas:
com intertravamento duplo (double interlock), onde o painel do sistema de detecção e alarme precisa receber dois sinais diferentes (queda de pressão na rede e detecção de fumaça por exemplo) para enviar o comando para a abertura da solenoide que mantém o diafragma da válvula pressurizado. Com a despressurização do diafragma a válvula se abre, a rede é inundada e dá-se início à aspersão da água através do sprinkler aberto;
com intertravamento simples (single interlock), onde o painel de comando também recebe dois sinais diferentes, mas a queda de pressão apenas aciona o alarme, sendo que a detecção de fumaça é o “disparador” do comando para a solenoide;
sem intertravamento (non interlock), onde qualquer tipo de sinal que chega ao painel, ou queda de pressão ou detecção, já libera o comando para a abertura da solenoide.
4. Deluge Sprinkler System, ou sistemas de dilúvio. São comumente usados nas áreas de manuseio/armazenamento de líquidos inflamáveis e plantas químicas. A água pressurizada fica retida antes da válvula de dilúvio e a rede de tubulação da área protegida geralmente possui aspersores (bicos de sprinklers abertos). A válvula de dilúvio libera o fluxo de água para a tubulação após a ativação da solenoide que recebe um sinal de comando de um sistema de detecção. Os sistemas de detecção podem ser através de detectores de fumaça, detectores de temperatura ou perda de pressão em uma tubulação com ar comprimido e bicos de sprinklers fechados (linha de detecção), que geralmente fica paralela à rede de combate. Como a rede de combate é montada com aspersores (sprinklers abertos), a água fluirá por todas as cabeças quando a válvula for operada.

5. Antifreeze Loops, loops anticongelantes. São usados na proteção de uma determinada área sujeita à congelamento. Uma válvula de retenção isola o circuito anticongelante do sistema de sprinklers. Há também um dreno principal e um “copo” de enchimento para drenagem e recarga do loop. Os circuitos anticongelantes podem ser preenchidos com líquidos diferentes, sendo os mais comuns: propileno glicol, glicerina e etileno glicol. Caso o sistema de sprinklers esteja conectado ao abastecimento público de água, o etileno glicol não deve ser usado, porque é considerado venenoso (situação mais comum nos EUA, onde os sistemas de abastecimento possuem pressão suficiente para atender um sistema de sprinklers). Em sistemas cuja tubulação seja em CPVC, o líquido utilizado só pode ser a glicerina. Na maioria dos sistemas, uma câmara de expansão, devidamente dimensionada, deve ser utilizada para compensar a expansão térmica do anticongelante.

6. Foam Sprinkler Systems, ou sistemas de aspersão com espuma. Usados para suprimir um incêndio isolando o combustível do comburente, o oxigênio presente no ar, quebrando o tetraedro do fogo. O sistema de espuma pode ser projetado para atuar de várias maneiras:

a espuma cria um cobertor na superfície do combustível, abafando o fogo;
o combustível é resfriado pela água com espuma;
o cobertor de espuma suprime a liberação de vapores inflamáveis.
Agende uma consultoria com a ENGEPREVI. Um de nossos consultores pode ajudá-lo a escolher o tipo de sistema de sprinkler correto para atender às suas necessidades:
e-mail: contato@engeprevi.com
Fone: (41) 3045-9943
Cel.: (41) 9 9787-8002































